O ótimo escritor Nick Hornby – sim, aquele mesmo, o autor do livro Alta Fidelidade – disse certa vez que “juventude é uma qualidade não muito diferente de saúde: é encontrada em maior abundância entre os jovens, mas todos nós precisamos ter acesso a ela”. Tal reflexão me veio à mente depois de assistir aos dois vídeos abaixo:
Como você percebeu, os dois vídeos mostram artistas reunidos para ajudar as vítimas do terrível terremoto ocorrido no Haiti. Uma iniciativa aparentemente muito nobre, mas que esconde uma realidade muito tenebrosa: a ajuda humanitária asséptica.
Pense comigo: imagine que você é um artista famoso e multimilionário, e que realmente ficou consternado com o que aconteceu naquele país. Você quer realmente ajudar aquelas pessoas a ter uma mínima qualidade de vida dentro daquela tragédia. O que você faz?
Não posso dizer isso por você, mas posso dizer o que EU faria caso fosse a figura em questão – e quero acreditar que você faria o mesmo. EU doaria uma substanciosa quantia em dinheiro para a Cruz Vermelha internacional – e já que sou um hipotético “artista multimilionário”, estou dizendo algo em torno de milhares e até milhões de dólares -, organizaria shows beneficentes com todos os amigos artistas que tivesse, arregaçaria as mangas, fretaria um avião cheio de mantimentos e água, e iria pessoalmente até o Haiti fazer um trabalho voluntário para tentar pelo menos amenizar as dores de quem quer que eu pudesse ajudar por lá. Acho que é isso o que você faria também, não?
Então, voltemos aos dois vídeos em questão. Alguém pode me explicar porque os artistas envolvidos – gente com muita, mas muita grana mesmo! – em vez de fazer aquilo que é o correto quando se é privilegiado em termos de dinheiro e saúde, resolveram continuar bem acomodados em seus ambientes confortáveis, dentro de estúdios limpinhos, cheirosos e com ar condicionados bem regulados, e participar dessas duas presepadas musicais simplesmente ridículas?
Assistindo aos vídeos, a gente fica com a sensação de que todo mundo está ali fingindo sofrimento, com semblantes falsamente tristonhos – afinal, há câmeras filmando e pega bem mostrar “tristeza” para o público em um momento como esse. É como se todos ali estivessem cumprindo uma obrigação de solidariedade. “Eu ajudo os haitianos desse jeito; não me peça mais do que isso”, parecem dizer as faces muito bem limpas e maquiadas dos artistas envolvidos, as roupas elegantemente passadas e os cabelos muito bem tratados.
Musicalmente falando, as duas iniciativas são um desastre completo. Na nova versão de “We Are the World”, agora um ritmo meio hip hop para demonstrar uma pseudocontemporaneidade, o que se vê e ouve são momentos de vergonha alheia total. Depois de um pequeno discurso de Jamie Fox, tão emocionante quanto lavar uma pilha de pratos sujos, assistimos a um inacreditável desfile de cafonice vocal, protagonizado por medíocres artistas adolescentes – como o canadense Justin Bieber e os terríveis Nick Jonas e Miley Cyrus – e muitos veteranos, todos em momentos vergonhosos.
Como não sentir um certo asco ao ver a felicidade angelical estampada no rosto da cantora country Jennifer Nettles, a perda de ritmo de Tony Bennet em uma única frase, o “dueto” de uma sorumbática Janet Jackson com a imagem de seu falecido irmão Michael, a fajuta sofreguidão do canastrão Enrique Iglesias, o histrionismo bêbado de Wyclef Jean, o sofrimento de plástico de Pink, a falta de dicção de Usher e a gritaria estéril da pavorosa Celine Dion? Tem até uma imitação sem vergonho do Ray Charles, feita por Fox, e o “momento rap”, reunindo LL Cool J, Will.i.am, Snoop Dogg e Busta Rhymes, entre outros. E tome cenas de crianças sorridentes e cantando… no Haiti!!! Como se nada tivesse acontecido! Inacreditável…
Semelhante tortura é a iniciativa do megaempresário – e bota “mega” nisso! – Simon Cowell em estragar a linda “Everybody Hurts”, do REM, a serviço de astros ainda mais entediantes.
Permeado com imagens chocantes da tragédia, assistimos a uma procissão de pálidas autocaricaturas de Rod Stewart, Jon Bon Jovi, Susan Boyle, integrantes de boy bands caidaças, James Blunt, Robbie Williams e outros menos votados. Só há um único sinal de emoção em todo o vídeo: é a cena em que um menino é retirado dos escombros com dois braços abertos, como se fosse uma miniatura do Cristo Redentor. Da parte musical, o que se tem é um desfile de mortos-vivos de banho tomado.
Os dois vídeos realmente nos fazem questionar por que até mesmo na hora em que mais precisa de ajuda o Haiti é “agraciado” com esse tipo de “ajuda”. Por que todos os astros reunidos não tiraram o escorpião que há nos bolsos de cada um e fizeram uma “vaquinha multimilionária”, doando dinheiro vivo, organizando shows, mobilizando seus respectivos fãs e oferecendo uma real vontade de ajudar, em vez de fazer tudo à distância, gravando canções que ninguém vai ouvir?
Por que não voltar a demonstrar aquele ímpeto que todos nós temos na juventude, quando arregaçamos as mangas para conseguir aquilo que queremos?
Por que não?
segunda-feira, 8 de março de 2010
CARNAVAL, QUE MAL!
De minha parte, sinto um amargo gosto de derrota em minha boca, como se fosse um Napoleão tentando abrir uma lata de sardinhas com um garfo de plástico em seu exílio na ilha de Santa Helena, abatido e impotente perante a circunstância que me rodeia.
Durante alguns dias, vou tentar escapar da verdadeira ditadura televisiva imposta pelo Carnaval, mas sei que não vou conseguir. Tenho plena consciência de que serei nocauteado por frases imbecis, proferidas por exércitos de exibicionistas, todos ansiosos por uma suruba que nunca se concretiza. Serei submetido a grotescos espetáculos de alegria plástica, sem vida, provenientes de gente cuja maior qualidade é exibir cirurgias plásticas – algumas invejáveis, outras semelhantes a serviços de borracharia mal feitos -, sem um pingo de autenticidade, sem o menor resquício de emoção sincera.
Não tenho nada contra a exposição de corpos femininos nus – muito pelo contrário! -, desde que eles venham acompanhados de uma aura de sensualidade e beleza. Não há espaço para a ingenuidade em avenidas salpicadas de pessoas mortas por dentro, muito menos para o tesão. O que resta é um festival de repugnância proporcionado pelas emissoras de TV. É duro admitir, mas a burrice parece ter se tornado item de cesta básica. Conseguimos a proeza de profissionalizar a idiotice!
O Carnaval se tornou um evento para os outros. Empresas, fabricantes de cervejas, socialites deformadas pelo excesso de botox a ponto de se parecerem com lagartos, celebridades emergentes de 97ª categoria, playboys babacas, garotas de programas disfarçadas em atriz e modelo… É para essa turba falsamente animada que a festa do Rei Momo (quem?) existe hoje. O tumulto resultante é o espelho fiel do que o Brasil se tornou. Para os turistas estrangeiros, somos alegres bufões, sorridentes mesmo quando sabemos que milhares de crianças morrem como moscas porque não têm o que comer. Na verdade, no fundo da alma, essa cambada de “ex-BBBs da vida real” se comporta como palhaços desdentados, subnutridos de inteligência e bom senso. As pessoas se tornaram prisioneiras da imagem daquilo que se espera delas.
O Carnaval é um retrato cheio de purpurina da realidade que vivemos: tumultuado, confuso, artificial, violento, narcisista, louco – no pior sentido da palavra -, bruto e patético. O problema não é o Carnaval, mas sim o que ele espelha.
Não, não tenho saudade do passado, mas percebo que, em um tempo não muito distante, vivíamos de uma maneira diferente, mais cordial e sincera, mesmo quando nosso espírito mambembe se confrontava com o início de uma nova ordem, que determinava que só a exibição contínua e a qualquer preço seria o caminho para uma “carreira de sucesso”.
Por que existe tanta gente disposta a fazer qualquer coisa para ganhar dinheiro e/ou aparecer na TV? A resposta pode estar no fato de que essa imensa massa de imbecis está totalmente desiludida com os benefícios que a aquisição de cultura pode trazer ao espaço vazio que existe entre as suas orelhas. A turba de idiotas prefere o caminho mais fácil, que passa pelo constrangimento de expor suas vergonhas intelectuais e físicas em cadeia nacional.
Como é possível fazer germinar a cultura de um país por meio da massificação? E quando escrevo “cultura”, me refiro também à música, um dos principais combustíveis para nossa existência. Como acreditar na musicalidade de um Carnaval em que os samba-enredos são todos iguais, a ponto de você esquecer cada um deles segundos depois de ouvi-los?
Hoje, fazer parte do Carnaval é trabalhar como um macaco de realejo perante uma platéia cheia de zumbis sorridentes. Se essa é a sua noção de “alegria popular”, vá fundo. Mas depois não diga que eu não o avisei…
Durante alguns dias, vou tentar escapar da verdadeira ditadura televisiva imposta pelo Carnaval, mas sei que não vou conseguir. Tenho plena consciência de que serei nocauteado por frases imbecis, proferidas por exércitos de exibicionistas, todos ansiosos por uma suruba que nunca se concretiza. Serei submetido a grotescos espetáculos de alegria plástica, sem vida, provenientes de gente cuja maior qualidade é exibir cirurgias plásticas – algumas invejáveis, outras semelhantes a serviços de borracharia mal feitos -, sem um pingo de autenticidade, sem o menor resquício de emoção sincera.
Não tenho nada contra a exposição de corpos femininos nus – muito pelo contrário! -, desde que eles venham acompanhados de uma aura de sensualidade e beleza. Não há espaço para a ingenuidade em avenidas salpicadas de pessoas mortas por dentro, muito menos para o tesão. O que resta é um festival de repugnância proporcionado pelas emissoras de TV. É duro admitir, mas a burrice parece ter se tornado item de cesta básica. Conseguimos a proeza de profissionalizar a idiotice!
O Carnaval se tornou um evento para os outros. Empresas, fabricantes de cervejas, socialites deformadas pelo excesso de botox a ponto de se parecerem com lagartos, celebridades emergentes de 97ª categoria, playboys babacas, garotas de programas disfarçadas em atriz e modelo… É para essa turba falsamente animada que a festa do Rei Momo (quem?) existe hoje. O tumulto resultante é o espelho fiel do que o Brasil se tornou. Para os turistas estrangeiros, somos alegres bufões, sorridentes mesmo quando sabemos que milhares de crianças morrem como moscas porque não têm o que comer. Na verdade, no fundo da alma, essa cambada de “ex-BBBs da vida real” se comporta como palhaços desdentados, subnutridos de inteligência e bom senso. As pessoas se tornaram prisioneiras da imagem daquilo que se espera delas.
O Carnaval é um retrato cheio de purpurina da realidade que vivemos: tumultuado, confuso, artificial, violento, narcisista, louco – no pior sentido da palavra -, bruto e patético. O problema não é o Carnaval, mas sim o que ele espelha.
Não, não tenho saudade do passado, mas percebo que, em um tempo não muito distante, vivíamos de uma maneira diferente, mais cordial e sincera, mesmo quando nosso espírito mambembe se confrontava com o início de uma nova ordem, que determinava que só a exibição contínua e a qualquer preço seria o caminho para uma “carreira de sucesso”.
Por que existe tanta gente disposta a fazer qualquer coisa para ganhar dinheiro e/ou aparecer na TV? A resposta pode estar no fato de que essa imensa massa de imbecis está totalmente desiludida com os benefícios que a aquisição de cultura pode trazer ao espaço vazio que existe entre as suas orelhas. A turba de idiotas prefere o caminho mais fácil, que passa pelo constrangimento de expor suas vergonhas intelectuais e físicas em cadeia nacional.
Como é possível fazer germinar a cultura de um país por meio da massificação? E quando escrevo “cultura”, me refiro também à música, um dos principais combustíveis para nossa existência. Como acreditar na musicalidade de um Carnaval em que os samba-enredos são todos iguais, a ponto de você esquecer cada um deles segundos depois de ouvi-los?
Hoje, fazer parte do Carnaval é trabalhar como um macaco de realejo perante uma platéia cheia de zumbis sorridentes. Se essa é a sua noção de “alegria popular”, vá fundo. Mas depois não diga que eu não o avisei…
A S S A S S I N A T O...M U S I C A L
Não. Nem eu, nem você. Não somos idiotas. Posto isto, por que ainda insistem em nos tratar como tal? Como? Você não está entendendo? Peraí, eu explico… Assista ao vídeo abaixo; sofra, mas assista até o fim, por favor:
Primeiro, acredite: Neguinho da Beija-Flor gravou essa porcaria com o argumento de que isso será o maior hit de Carnaval deste e dos próximos anos! Segundo: tal qual um filme de terror monótono e sorumbático, de sexta-feira para cá ficou mais que provado o verdadeiro estado de espírito do brasileiro “mediocrizado”, alegre como uma cacatua antes de receber uma tâmara no bico, mas sem um pingo de espontaneidade dentro da alma.
Mas não vou utilizar o espaço desta página para lamentar a ausência de um mínimo de espírito crítico – como podemos comemorar alguma coisa em um país que apresenta uma das mais assustadoras taxas de desemprego e violência do sistema solar?
Quero sim é compartilhar com você uma suspeita que, para mim, parece tão óbvia quanto ouvir a palavra “fuck” em uma entrevista do Zakk Wylde. Estou desconfiado de que eu, você e mais 150 milhões de pessoas que vivem neste país estamos sendo enganados. Na verdade, vivemos em uma espécie de Matrix idiotizante.
E não me refiro somente a essa barbaridade pseudomusical que Neguinho da Beija-Flor – um sujeito bastante respeitado no meio do samba, diga-se de passagem – cometeu a sério ou como ironia, sendo que ele falhou em ambas as intenções.
Quer outro exemplo? A própria imprensa é culpada, em muitos aspectos, pelo festival de ignorância que assola o país. Você já reparou como somos bombardeados diariamente pelas notícias mais estapafúrdias e inúteis da galáxia, mesmo na hora em que estamos tentando comer em paz um pastel de queijo na feira?
Quem se importa se a Madonna está namorando o Jesus Luz, o cadáver do Michael Jackson ou o próprio Satanás? Alguém aí dá a mínima para saber quantos dias restam para que a Adriane Galisteu e a Eliana sejam agraciadas com um pé na bunda por parte de seus respectivos namorados e apareçam nas capas das revistas de fofocas? É possível alguém com mais de três neurônios se interessar pelo festival de asneiras e imbecilidades protagonizados pelos “jovens sarados” do Big Brother Brasil?
Para completar o quadro trágico, você já reparou como são cada vez mais frequentes as entrevistas em que ninguém – entrevistador e entrevistado – não têm absolutamente nada a dizer, principalmente no caso de “famosos de sétimo e oitavo escalão”, cujo único atributo é, na maioria dos casos, um corpinho malhado e despido? Nossa inteligência está sendo diariamente desrespeitada. Perversamente, somos ameaçados por um mundo tolo e sem conteúdo. Você não acha que há uma conspiração “imbecilizante” em andamento?
Quer saber? Estou cansado de ouvir e ver gente que finge ter uma humildade charmosa, estou de saco cheio de ouvir discursos de plástico saindo da boca de gente politicamente correta. Nosso mundo precisa cada vez mais de pessoas de coração e alma, que não tenham medo de assuntos polêmicos, que se mostrem audaciosos e até mesmo ultrajantes.
Chega de pessoas “ensolaradas e simpáticas”, radiantes em sua globalização andróide. Não quero que o Brasil seja habitado apenas por discípulos do Dalai Lama ou por amantes de sanduíches naturais. Só não estou com a mínima vontade de dividir meu cotidiano diário com gente sem talento e determinada a fazer qualquer coisa para se dar bem.
Não quero ninguém com arroubos de brilhantismo “shakespeariano”, vomitando malabarismos gramaticais. Apenas um pouco de inteligência já está bom…
Primeiro, acredite: Neguinho da Beija-Flor gravou essa porcaria com o argumento de que isso será o maior hit de Carnaval deste e dos próximos anos! Segundo: tal qual um filme de terror monótono e sorumbático, de sexta-feira para cá ficou mais que provado o verdadeiro estado de espírito do brasileiro “mediocrizado”, alegre como uma cacatua antes de receber uma tâmara no bico, mas sem um pingo de espontaneidade dentro da alma.
Mas não vou utilizar o espaço desta página para lamentar a ausência de um mínimo de espírito crítico – como podemos comemorar alguma coisa em um país que apresenta uma das mais assustadoras taxas de desemprego e violência do sistema solar?
Quero sim é compartilhar com você uma suspeita que, para mim, parece tão óbvia quanto ouvir a palavra “fuck” em uma entrevista do Zakk Wylde. Estou desconfiado de que eu, você e mais 150 milhões de pessoas que vivem neste país estamos sendo enganados. Na verdade, vivemos em uma espécie de Matrix idiotizante.
E não me refiro somente a essa barbaridade pseudomusical que Neguinho da Beija-Flor – um sujeito bastante respeitado no meio do samba, diga-se de passagem – cometeu a sério ou como ironia, sendo que ele falhou em ambas as intenções.
Quer outro exemplo? A própria imprensa é culpada, em muitos aspectos, pelo festival de ignorância que assola o país. Você já reparou como somos bombardeados diariamente pelas notícias mais estapafúrdias e inúteis da galáxia, mesmo na hora em que estamos tentando comer em paz um pastel de queijo na feira?
Quem se importa se a Madonna está namorando o Jesus Luz, o cadáver do Michael Jackson ou o próprio Satanás? Alguém aí dá a mínima para saber quantos dias restam para que a Adriane Galisteu e a Eliana sejam agraciadas com um pé na bunda por parte de seus respectivos namorados e apareçam nas capas das revistas de fofocas? É possível alguém com mais de três neurônios se interessar pelo festival de asneiras e imbecilidades protagonizados pelos “jovens sarados” do Big Brother Brasil?
Para completar o quadro trágico, você já reparou como são cada vez mais frequentes as entrevistas em que ninguém – entrevistador e entrevistado – não têm absolutamente nada a dizer, principalmente no caso de “famosos de sétimo e oitavo escalão”, cujo único atributo é, na maioria dos casos, um corpinho malhado e despido? Nossa inteligência está sendo diariamente desrespeitada. Perversamente, somos ameaçados por um mundo tolo e sem conteúdo. Você não acha que há uma conspiração “imbecilizante” em andamento?
Quer saber? Estou cansado de ouvir e ver gente que finge ter uma humildade charmosa, estou de saco cheio de ouvir discursos de plástico saindo da boca de gente politicamente correta. Nosso mundo precisa cada vez mais de pessoas de coração e alma, que não tenham medo de assuntos polêmicos, que se mostrem audaciosos e até mesmo ultrajantes.
Chega de pessoas “ensolaradas e simpáticas”, radiantes em sua globalização andróide. Não quero que o Brasil seja habitado apenas por discípulos do Dalai Lama ou por amantes de sanduíches naturais. Só não estou com a mínima vontade de dividir meu cotidiano diário com gente sem talento e determinada a fazer qualquer coisa para se dar bem.
Não quero ninguém com arroubos de brilhantismo “shakespeariano”, vomitando malabarismos gramaticais. Apenas um pouco de inteligência já está bom…
sábado, 6 de março de 2010
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